Istambul abriga segredos e estruturas magníficas que fazem qualquer visitante perder o fôlego. A cidade já foi capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano. Já foi chamada de Constantinopla e de Bizâncio. Já foi berço de muitas lendas e mitos. Atualmente grande parte da população é muçulmana, mas também é possível encontrar um grande número de cristãos e judeus. Com uma bagagem cultural dessas, é de se deduzir que os turistas fiquem loucos.

Da minha lista das mais maravilhosas cidades que já visitei, Istambul divide o troféu de primeiro lugar com Roma no quesito “história e cultura” e vou te contar o porquê:

Uma das mais magníficas estruturas históricas de Istambul é a  a sudoeste da Hagia Sophia. Essa gigantesca cisterna subterrânea foi construida pelo Imperador Justiniano do Império Bizantino (527-565). Graças as colunas de mármore que subindo ao nivel da água, parecendo ser incontáveis, o lugar foi apelidado de “O Palácio Inundado” pelo público. Como havia uma Basílica onde a Cisterna hoje se encontra, o lugar também ficou conhecio como a “Cisterna da Basílica”. Essa imensa estrutura representa a grandeza do Império Bizantino

A estrutura da Cisterna

A estrutura: A Cisterna possui 140m de comprimento e 70 de largura, formando uma estrutura retangular gigantesca. Para entrar no local, é necessário descer 55 degraus. A estrutura é composta por 336 colunas de 9m de comprimento cada. As colunas formam 12 fileiras com 28 colunas em cada. O peso do teto foi distribuido entre as colunas através de enormes arcos. Grande parte das colunas foram trazidas de outros tipos de construções, todas são feitas de mármore.

As gravuras das colunas são diferentes umas das outras: 98 colunas pertencem ao estilo dos Coríntios enquanto outros são do estilo Dórico. Os muros da Cisterna, construidos com 4.80 de espessura foram feitos de tijolos. O chão, também feito de tijolos é coberto com argamassa Khorasan com a finalidade de torná-lo impermeável. Os 9800m² da cisterna permitem armazenar cerca de 100.000 toneladas de água que eram transportados por Istambul através de aquedutos!

Apesar de algumas colunas possuirem as estruturas ‘retas’, a maioria foi construida em formato cilíndrico. Duas esculturas de Cabeças de Medusa na parte sudeste da Cisterna são obras-primas do Período Romano. Nunca se soube ao certo de onde as cabeças de Medusa vieram, e quem as instalou no local, mas mesmo assim elas são a atração principal do local, devido as histórias e mitos por trás das mesmas.

Alguns historiadores acreditam que elas simplesmente foram levadas até lá para servirem como sustentação para as colunas. Mesmo assim, há quem diga que existem mitos e lendas a respeito dessas duas esculturas. Enquanto estive lá, escutei de tudo e até fiquei confusa…

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De acordo com um dos mitos, a Medusa foi uma das três ‘monstros-irmãs’ que ocupavam o mundo subterrâneo. Das três irmãs, a Medusa possuia o poder de transformar pessoas que olhavam diretamente para ela em pedras. De acordo com historiadores, a Medusa era um tipo de Gorgone (estátua de monstros) que eram utilizados antigamente para se proteger lugares importantes e especiais e essa seria a razão para terem levado as esculturas para lá.




Outro mito ‘diz’ que a Medusa costumava ser uma linda garota muito orgulhosa de seus olhos negros, cabelos longos e corpo belo. Ela estava apaixonada por Perseus, um dos filhos de Zeus. Enqaunto isso, Athena, que também estava apaixonada por Perseus sentiu ciumes de Medusa. Sendo assim, Athena teria transformado os cabelos da mesma em cobras e amaldiçoado seu olhar, para que todas as pessoas que olhassem para ele se transformasse em pedras. Posteriormente, Perseus arrancou a cabeça de Medusa para adquirir poderes e lutar contra seus inimigos (transformando os em pedras). De acordo com esse mito, as esculturas da Medusa eram sempre colocadas de cabeça para baixo, para que as pessoas não fossem transformadas em pedras ao olharem para ela.

A Cisterna da Basílica atrai muitos turistas o ano todo mas, no entanto, é desaconselhável que pessoas com problemas de claustrofobia visitem o local. O clima lá dentro é de ‘suspense constante’, apesar de ser arejado. Mas a sensação é de estar dentro de um filme de ficção ou história. Falando em filme, a Cisterna já foi cenário de filmes do Bond, James Bond e também do nosso querido Robert Langdon, em Inferno.

Endereço: Alemdar Mh.,Yerebatan Cd. 1 (mapa), próximo à estação Sultanahmet de tram. A Cisterna está aberta para visitação todos os dias, das 9h às 17h30 no inverno e até as 18h30 no verão.

A entrada custa 20 liras (mais ou menos US$ 7).

Mais informações no site oficial.

 

 

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