Já fazia tempo que eu estava morrendo de vontade de conhecer o lugar, mas sempre quando pensava no deslocamento e no valor dos bilhetes de entrada (valores ao final do post!), me dava aquele desânimo… Por acaso, no último feriado que teve em Portugal, não sei porquê, mas me lembrei das ruínas e chamei o mozão para ir comigo visitar. E foi um dia muito especial!

Conímbriga foi uma povoação de origem romana que surgiu ainda na idade do cobre, sendo importante centro comercial e ponto de parada para quem viajava de Olíspio (Lisboa) até Bracara Augusta (Braga). A região foi habitada até o século IX e tem sido palco de escavações arqueológicas desde meados do século XIX.

Esqueletos das principais construções da povoação

Para amantes de história, é uma ótima pedida! Está localizada a cerca de 16km da cidade de Coimbra e possui um enorme parque de ruínas que não fica nada para atrás do Forum Romano, na capital da Itália. Conímbriga também conta com um Museu fechado onde é possível encontrar os mais diversos tipos de objetos e ferramentas, e outros itens pertencentes aos habitantes da povoação antiga. O bilhete de entrada é único e permite a visitação às ruínas e ao museu.

 

Os funcionários do local orientam fazer primeiro uma visita às ruínas e depois seguir para o Museu. O aplicativo JiTT Travel possui um guia gratuito de Conímbriga que também orienta fazer esse trajeto. Se você estiver com internet no celular, compensa baixar! O guia mostra um mapa com a sua localização e a ordem das habitações a serem visitadas para você não se esquecer de nada. É bem moderninho! Atenção: se for baixar o app, escolha a opção de inglês ou Português de Portugal. Quando escolhemos o PTBR ele não encontra o guia de Conímbriga… ¬¬



Ruínas

Logo após iniciar a visita meu coração já se apaixonou pelo lugar: o parque das ruínas está em muito bom estado de conservação. É impressionante como os mosaicos dos chão das habitações ainda estão, em grande maioria, em muito bom estado. A povoação foi abandonada e destruída após a construção da muralha que ainda está presente em parte do parque.

Logo ao lado esquerdo ficam algumas lojas e casas… Alíás, ficam os esqueletos dessas construções. As residências eram de famílias ricas da região. Ainda nessa direção é possível notar a casa da cruz suástica, associada ao sol, pois os romanos acreditavam que ele trazia boa sorte. A maior das casas fica do outro lado da muralha: A Casa de Cantaber, que era uma pessoa riquíssima e muito importante, é a maior de todas: possui colunas, mosaicos luxuosos e vários, vários quartos e suas próprias termas. O Wikipedia me disse que Cantaber negociou com os Suevos a conquista da cidade, entregando a mulher e as ilhas como moeda de troca. A Família de Cantaber era tão importante que existem registros de sua participação nos concelhos das cidades de Braga e Toledo.

Após passar pelas casas é possível encontrar as termas da muralha. Elas serviam de apoio a zona residencial e eram usadas por homens e mulheres que habitavam o local.

 

Leia também: Aeminium, uma herança do Império Romano em Coimbra

 

Mais ao lado esquerdo, é possível encontrar a palaestra, parte da povoação que era dedicada ao esporte com, pasmem, uma piscina e uma quadra! Impressionante! As condutas de escoamento de água ainda é bem visível, é muitoooo loco! Essa parte de Conímbriga fica bem diante ao vale do Rio dos Mouros. Em épocas de cheias, é possível ouvir o rio a escoar…

Saindo da palaestra, lá está o forum. Parte dele foi reconstruído, o que permite ter uma ideia melhor da dimensão do lugar, bem como o tempo que era dedicado ao culto imperial. Essa parte era o centro da povoação, onde estavam concentradas as atividades políticas, jurídicas, comerciais e religiosas.

 

Termas, que mais parecem um anfiteatro

 

Para encerrar o trajeto (e para quem ainda não tiver se apaixonado pelo lugar, se apaixonar): A Casa dos Repuxos. Era um jardim com mosaicos maravilhosos que representam cenas da vida diária e mitológicas do império romano. No centro do jardim se encontram fontes que ainda funcionam! Ao colocar uma moeda de 0,50 euros elas jorram água por cerca de um minuto.

Mosaicos do chão da Casa dos Repuxos




Museu

A construção do museu data de 1962! É bem antiguinho mas já passou por reformas e está impecável! Lá é possível encontrar diversos tipos de objetos encontrados nas escavações. Moedas, armas, lamparinas, materiais de construção, joias, utensílios domésticos: tudo isso está dentro das salas do museu!

 

Parte de uma das salas do museu

 Vídeo sobre Conímbriga!

Outras informações

Ficamos cerca de 2 horas caminhando pelas ruínas e cerca de 45 minutos vendo os objetos do museu. O passeio não cansa tanto, é apaixonante e não é lotado de turistas. O valor dos bilhetes é baixo pela quantidade de cultura e conhecimento que é adquirido durante o passeio. O Turismo de Portugal poderia investir um pouquinho mais na divulgação deste lugar.

Os bilhetes de visitação custam 4,50 euros para adultos. Crianças e estudantes pagam 2,25. Aos domingos e feriados, residentes de Portugal têm entrada gratuita até as 14h00.

As ruínas ficam em Condeixa à Velha. Saindo de Coimbra, é possível chegar até lá através das autoestradas IC1 e 2 e depois através da IC3. Ou então diretamente pela estrada nacional N1-7. Não encontrei informações sobre ônibus e trens que cheguem até lá, mas é uma questão de ligar no escritório das ruínas e perguntar por informações.


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